Voluntário tentou conter incêndio em restaurante onde adolescente morreu
Vítima de 17 anos era auxiliar de cozinha no estabelecimento onde ocorreu explosão em Guatapará (SP). Caso será investigado pela Polícia Civil.
As imagens do incêndio após uma explosão em um restaurante que matou uma adolescente de 17 anos em Guatapará (SP) continuam presentes na memória do sargento aposentado Juvenal Almeida Filho.

A adolescente Ana Beatriz Amancio, de 17 anos, morreu após explosão em restaurante de Guatapará — Foto: Redes sociais
Um dos voluntários a ajudar a conter o fogo após a explosão, ele ainda se lembra da dificuldade de conter as chamas, que se espalhavam pelo local, e das condições em que encontrou a vítima.
Mesmo com os esforços, Ana Beatriz Amancio Bibo teve muitas queimaduras pelo corpo e não resistiu.
A explosão ocorreu no último sábado (14) na hora do almoço. Segundo o boletim de ocorrência, um micro-ondas do restaurante explodiu ao lado de um frasco com líquido inflamável.
Ana Beatriz, que era contratada como jovem aprendiz e atuava como ajudante de cozinha, foi socorrida com várias queimaduras pelo corpo e levada para o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. Ela ficou na unidade de queimados, mas morreu por volta das 20h de domingo (15).
O velório e o enterro aconteceram na segunda-feira (16) na Câmara Municipal de Guatapará.
Dona do estabelecimento, Hellen Caroline Duarte da Silva, mulher do dono do estabelecimento, ficou ferida nas mãos e nos braços, e também foi levada ao hospital, mas recebeu alta médica.
O caso será investigado pela Polícia Civil.
'Escutamos muitos gritos'

O aposentado Juvenal Almeida Filho e o filho, Rodrigo Almeida, ajudaram a conter fogo após explosão em restaurante de Guatapará (SP). — Foto: Cacá Trovó/EPTV
Integrante de um motoclube vizinho ao restaurante, Almeida Filho conta que não chegou a ouvir a explosão, mas sim gritos que logo fizeram ele, os filhos e outros conhecidos agirem.
"Escutamos muitos gritos, até pensava que era briga, aí nós corremos pra lá. (...) Fizemos abafamento pra apagar o fogo, o outro fogo que já estava se estendendo para outros lugares. Tentamos usar do nosso motoclube mesmo os extintores, usamos pó químico, não conseguimos. Aí o Rodrigo [filho dele] foi lá, desligou a energia e usou água, aí nós conseguimos conter o fogo", diz.
Segundo ele, a adolescente foi removida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas já não havia o que fazer.
"Chegou rápido, dentro da possibilidade aqui da cidade, rápido. É lamentável perder uma menina dessa, a gente conhece, é lamentável. Todo mundo conhecia ela e uma menina que todo mundo gostava."
Fonte: G1- Ribeirão Preto e Franca
Postagem: 17 Mar. 2026
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