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Setembro Amarelo: 10 anos da campanha de conscientização e prevenção ao suicídio

Mais de 16 mil casos no Brasil em 2023. Desde seu lançamento, em 2014, com ações de conscientização e debate aberto sobre saúde mental, a iniciativa traz à tona um tema que por muito tempo foi considerado tabu, e encoraja as pessoas a buscarem ajuda.

A campanha Setembro Amarelo completa, neste ano, uma década de mobilização pela prevenção ao suicídio no Brasil. Desde seu lançamento, em 2014, com ações de conscientização e debate aberto sobre saúde mental, a iniciativa traz à tona um tema que por muito tempo foi considerado tabu, e encoraja as pessoas a buscarem ajuda.

 


Ao longo desses 10 anos, o Setembro Amarelo – criado pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM), em virtude do Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio (10 de setembro) – se firmou como uma das maiores iniciativas de saúde pública voltadas à prevenção ao suicídio, alcançando tanto a pessoa que enfrenta crises quanto os familiares, amigos e profissionais.


A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que mais de 700 mil suicídios aconteçam anualmente no mundo, sendo a quarta principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos (dados de 2019). No Brasil, de acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, houve 16 mil casos em 2023, o que representa 7,9 ocorrências a cada 100 mil habitantes - uma redução de 1,3% em comparação a 2022 e um contraponto em relação ao crescimento registrado entre 2010 e 2019: de acordo com a Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde, os casos de suicídio no país saltaram de 9,4 mil para 13,5 mil no período.


Estudos indicam que transtornos mentais (como depressão, ansiedade e transtorno bipolar) e abuso de substâncias estão diretamente relacionados a grande parte dos casos de suicídio. Mudanças bruscas de comportamento, isolamento, falas sobre morte e automutilação são alguns dos sinais que podem indicar a necessidade urgente de apoio. Histórico familiar de suicídio, violência, abuso, perda de pessoas próximas, término de relacionamentos, fracasso acadêmico e perda de emprego também podem ser pontos de alerta quando combinados com outros comportamentos. Ao perceber esses sinais em outras pessoas, é importante escutar com empatia, passar confiança, demonstrar cuidado e incentivar a busca por ajuda, evitando rejeição, comparações, críticas e conselhos superficiais.

 

  Como buscar ajuda?
O Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece apoio emocional e prevenção ao suicídio de forma gratuita e confidencial. Para quem precisa conversar e buscar aconselhamento, o serviço está disponível 24 horas por dia pelo telefone 188, além de opções por e-mail e chat no site da instituição. O trabalho é realizado por cerca de 3,5 mil voluntários. 
Para mais informações sobre conscientização e prevenção, acesse o site oficial da campanha.

Fonte: Tribunal de Justiça São Paulo

Postagem: 23 Set. 2024

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