Operação Tritão: 8 ex-funcionários tornam réus
Diretoria da antiga Companhia Docas do Estado de São Paulo fez contratação ilícita para monitoramento com drones que deviam ser utilizados para reforçar a segurança
A Justiça Federal recebeu denúncia feita pelo Ministério Público Federal (MPF), na qual 11 pessoas são acusadas por peculato pelo contrato firmado entre a Companhia Docas do Estado de São Paulo – Codesp (atualmente denominada Santos Port Authority) e uma empresa supostamente especializada em drones. Dos 11 réus, 8 são ex-integrantes da estatal e foram denunciados também por fraude na licitação. Esta é a segunda denúncia oferecida no âmbito da operação Tritão, que investiga atos ilícitos cometidos entre 2013 e 2018 pela então gestão da Codesp.

Porto de Santos - imagem ilustrativa internet
Os drones deviam ser utilizados para reforçar a segurança do porto de Santos (SP), coibindo o roubo de cabos de energia e evitando possíveis danos ambientais com a fiscalização do abastecimento de combustível dos navios. Em um primeiro momento, a empresa Vert foi recusada por ausência de comprovação de sua capacidade técnica.
Para se habilitar, a Vert apresentou certificado do curso de piloto de drone em nome de Otoniel Pedro Alves. A certificação, porém, não foi emitida por nenhuma escola reconhecida pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), como solicitado no processo licitatório.
Fonte: Assessoria Comunicação do MPF
