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Dupla suspeita de matar policial presa em Sertãozinho

A dupla admite ter pedido dinheiro ao padre, mas nega envolvimento no assassinato. Segundo o advogado, os tiros foram disparados por um dos outros três policiais.

A Polícia Civil prendeu na tarde da última sexta-feira (16) dois suspeitos de envolvimento na morte do sargento da Polícia Militar Paulo Sérgio de Arruda, em fevereiro deste ano em Matão (SP). Edson Ricardo da Silva e Luiz Antônio Carlos Venção foram presos após uma entrevista coletiva no prédio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em Sertãozinho (SP).


Luiz Antônio Carlos Venção e Edson Ricardo da Silva (à direita) foram presos por suspeita de extorquir padre e matar policial em Matão, SP (Foto: Alexandre Sá/EPTV)
 

Segundo a investigação, o policial foi morto a tiros ao tentar fazer um flagrante de extorsão ao padre Edson Maurício, que aparece em um vídeo fazendo sexo com Silva.

Para a polícia, Silva, Venção e um terceiro suspeito exigiram R$ 80 mil do religioso para não divulgar as imagens. O policial teria sido morto por Silva no momento em que chegou à casa do padre para abordar os suspeitos.

A dupla admite ter pedido dinheiro ao padre, mas nega envolvimento no assassinato. Segundo o advogado, os tiros foram disparados por um dos outros três policiais que auxiliavam o sargento na ação.

Uma sindicância foi aberta pelo 13º Batalhão da Polícia Militar do Interior para apurar a ação dos policiais. Eles foram transferidos para outras unidades até o fim da investigação.

Bate-boca durante a prisão

A prisão dos suspeitos em Sertãozinho foi marcada por uma discussão entre o delegado Marlos Marcuzzo, responsável pelo caso em Matão, e o advogado Luiz Gustavo Vicente Pena, que defende a dupla.


O advogado Luiz Gustavo Vicente Pena e o delegado Marcos Marcuzzo discutem durante a prisão de suspeitos de matar policial e extorquir padre em Matão, SP (Foto: Alexandre Sá/EPTV)
 

Marcuzzo acusou a defesa de descumprir o acordo firmado para que os dois se apresentassem à Delegacia de Investigações Gerais (DIG) nesta sexta-feira. Antes de seguirem para a polícia, os suspeitos foram apresentados pelo advogado à imprensa, em uma coletiva de imprensa convocada por ele.

“O combinado foi de eles se apresentarem na delegacia, e não dar entrevista, trazer foragidos da Justiça na sede da OAB. A OAB não é feita pra isso, dar guarita pra foragidos da Justiça. Estou com um mandado de prisão expedido pela Justiça e vou cumprir.”

Pena acusou a polícia de arbitrariedade. “O delegado está com medo que a verdade apareça”, afirmou.

Defesa

O sargento Arruda, de 43 anos, morreu no dia 19 de fevereiro na casa do padre Edson Maurício. De acordo com a investigação, o policial, outros dois cabos da PM e um sargento de Araraquara (SP) foram à residência em Matão apurar um caso de extorsão.

O religioso mantinha um relacionamento amoroso com Silva, que exigia dinheiro dele para não divulgar um vídeo em que os dois aparecem fazendo sexo. A quantia seria dividida com mais dois comparsas, Venção e Diego Afonso Siqueira Santos.

Quando chegaram à casa, Arruda foi atingido duas vezes no peito. A vítima chegou a ser socorrida pelos outros policiais, mas não resistiu aos ferimentos. Silva, Venção e Santos fugiram em seguida.

A PM instaurou inquérito militar para apurar o motivo pelo qual os quatro militares foram até a casa do padre em dia de folga, já que isso está fora do protocolo.

Nesta sexta-feira, o advogado da dupla presa disse que a investigação tem falhas, uma vez que imagens de 12 câmeras de segurança na vizinhança, laudos e bilhetagem de celulares, não foram solicitados pela Polícia Civil.

Segundo Pena, o sargento pode ter sido morto por um dos companheiros de trabalho. O advogado afirma que todos os agentes haviam participado de uma festa antes de seguirem para a casa do padre. Um dos PMs teria ficado do lado de fora do imóvel.

“Supõe a defesa, mediante os autos, vem mostrando que o policial perdeu o time, entrou na casa e, não sabendo quem que é, talvez por estar alcoolizado e escuro, atirou no policial Arruda”, disse.

Versões conflitantes

Nas versões dos policiais e do padre divulgadas pela Polícia Civil, o religioso estava com medo da extorsão que sofria há cerca de um mês e pediu ajuda a um amigo de Araraquara, que indicou os policiais para flagrar o crime.

Os agentes contaram que Silva, Venção e Santos chegaram armados à casa e, quando entraram, foram surpreendidos pelo sargento Arruda.

No entanto, a defesa da dupla presa diz que Silva foi atraído para uma emboscada, uma vez que o padre marcou um encontro para entregar o dinheiro e receber o CD com o vídeo.

“O padre abriu a porta e pediu para eles entrarem. Dois ficaram na sala, e o Edson foi chamado para ir até o quarto. No corredor, ele viu um homem armado, com roupa branca e encapuzado, que pediu para ele passar o CD. Essa pessoa falou que ele era trouxa e perguntou se ele achava que o vídeo só valia R$ 80 mil. Em seguida falou para eles irem embora”, afirmou o advogado.

Quando o padre abriu o portão para o trio sair, eles ouviram uma discussão e disparos dentro da casa.

“Eles não entenderam e foram embora. Curioso para saber o que aconteceu, o Edson pegou um carro, passou na rua depois de cerca de 40 minutos e viu uma Saveiro com três pessoas em frente à casa. Ele foi embora, e no outro dia os três souberam dos fatos”, disse Penna.

Na quinta-feira (15), a Polícia Civil realizou a reconstituição do crime no bairro Jardim Benassi, com o intuito de esclarecer pontos conflitantes entre as versões dos envolvidos.

O padre Edson Maurício, afastado das funções pela Diocese de São Carlos, participou do trabalho da polícia. Segundo Arlindo Basílio, advogado dele, o religioso confirmou a versão dada em depoimento.

Preso desde o fim de fevereiro, Diego Afonso Siqueira Santos, de 22 anos, não participou da reconstituição por orientação do advogado.

Fonte: Reprodução G1- Sertãozinho e Franca

Coxinhas Dona Nita

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