Casa que cuidava de ‘moradores de rua’ é fechada
Com objetivo de abrigar pessoas idosas em situações precárias e moradores de rua, após denúncia, órgãos da prefeitura de Américo emite laudo e local é fechado.
Através da fiscalização feita pela Prefeitura do Município de Américo Brasiliense (SP), por determinação do Departamento Assistência Social do Município, em acolhimento ao pedido feito pelo Setor de Vigilância Sanitária da cidade, a Casa Assistencial Recanto do Tabor teve que encerrar suas atividades que eram desenvolvidas no acolhimento de pessoas do sexo masculino que estavam vivendo em situações de abandono ou morando em ruas da cidade.

Há anos muitos moradores de rua dormem em locais públicos. (Foto arquivo: DL/DESTAQUE1000.COM)
Pedido de esclarecimentos
Um requerimento foi feito pela vereadora Marly Luzia Heldy Pavão (PMDB) solicitando dos órgãos públicos e do prefeito municipal Dirceu Brás Pano, pedindo o enviou de maiores esclarecimentos sobre o real motivo que levou o fechamento do local. Há principio às informações dadas pelo órgão municipal, foi que o departamento de Vigilância Sanitária detectou falhas no local que era utilizado como abrigo de acolhimento.
Vereadores indignados.
Segundo Marly Pavão, o trabalho que vinha sendo realizado pelo Recanto do Tabor ajudou na recuperação de muitas pessoas alcoólatras abandonadas por famílias. Marly indicou que não iria entrar no mérito da fiscalização feita pela vigilância sanitária, mas demonstrou-se indignada com a forma em que foi feito o fechamento e por esse motivo busca maiores esclarecimentos.
A vereadora também explicou que os responsáveis por essa Casa Abrigo trabalhavam voluntariamente, envolvidos mais pela questão do amor ao próximo e com o ‘coração’ do que por interesses em dinheiro. Segundo as informações, a casa abrigo recebia poucos recursos financeiros.
Durante sua fala, a vereadora afirmou que outra casa abrigo, voltada para cuidar de mulheres em situações precárias e também moradoras de rua, já foi notificada com uma ordem para também encerrar suas atividades na cidade.
Marly afirmou que gostaria de ver o laudo emitido, e demonstrou-se chateada com a denúncia que foi feita no laudo pelo órgão da prefeitura e depois encaminhada para a promotoria, que ordenou o fechamento.
‘ Com a pulga atrás da orelha’
Em continuidade com sua fala, a legisladora indicou que está observando rumores feitos pela sociedade que indica que poderá haver um suposto ‘Chamamento Público’ feito pelo município onde o beneficiário poderá ser um outro abrigo, apresentando em sua fala como ‘terceiro setor’.
Apesar de não acreditar que esse (Chamamento Público) seja o real motivo para o fechamento do Recanto do Tabor, Marly pretende colher maiores informações.
De acordo com o vereador João Antônio de Moraes Neto - PT (Alemão), que se apresentou como um conhecedor nos trabalhos feitos pelo Recanto do Tabor, o município não agiu da melhor maneira e nem respeitou os trabalhos que vinham sendo feitos no local fechado. Alemão explicou que a prefeitura quando muito precisou, recorria de ajuda ao Recanto do Tabor para acolher os moradores de rua e supostamente errou na falta de esclarecimentos que levou ao fechamento.
Também indignado com o fechamento, o vereador ‘alfinetou ’ a Vigilância Sanitária e indicou em suas interpretações que: em alguns casos nítidos, o setor de fiscalização não fiscaliza e faz ‘vista grossa’ em determinadas situações.
Em sua opinião, o vereador Joaquim Aparecido Nunes – PRB (Cido) afirmou que respeita totalmente o trabalho da Vigilância Sanitária do município, mas em certas situações é importante ser parceiros desses trabalhos voluntários que ajudam muitas pessoas.
Em trecho final o vereador disse que a Praça do Cruzeiro, que é um dos pontos de referência no centro da cidade está lotada de moradores de ruas e seria importante valorizar trabalhos que ajudam na redução desses problemas.
Durante os diálogos feitos, outros vereadores não se expuseram no assunto abordado.
Fonte: DESTAQUE1000.COM
